Resultados OSB

História de Pacientes

Seu filho nasceu com defeito

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alt"Seu filho nasceu com defeito", foi o que Fabiana ouviu logo após dar a luz a Fabrício, em Pernambuco. Imagine o sentimento de mãe, após o desgaste do parto, ouvir isso antes mesmo de ver o bebê. "Senti medo, nunca tinha visto, achei estranho", conta Fabiana.

Fabrício nascera com fissura unilateral no lábio. Um problema simples causado por má formação congênita que pode ser resolvido em cerca de 45 minutos de cirurgia. Uma vida normal, sem traumas, sem preconceito, sem grandes consequências para a família. Não foi tão simples assim como deveria.

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Gêmeas enfrentam desafio de crescer "diferentes"

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altAs irmãs gêmeas Milena e Meire, com 13 anos, enfrentaram juntas o desafio de crescer "diferentes" das demais crianças de sua idade. Ambas nasceram com fissura de palato (céu da boca).

Apesar da fissura de palato não ser visível externamente, o que leva as pessoas a não perceberem as inúmeras dificuldades que o portador enfrenta, ela traz como uma de suas características deixar a voz anasalada. Isso acontece porque como o palato ficou aberto devido à má formação genética, a abertura comunica a boca ao nariz e a passagem do som vai (como de saliva, leite e alimentos) direto para o nariz e faz a voz sair anasalada.

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História de Cícero

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altCícero chamava a atenção de cara. Como podia um adulto, homem feito, ainda com uma fissura daquela marcante no rosto? 44 anos de fissura, disse Cícero, quando começou a nos contar a sua história.

Lá em Quipapá, Pernambuco, vai-se vivendo assim, como pode. E a vida foi passando, passando, se achava velho demais para operar. - Velho?, perguntamos surpresos e experientes. Por trás daquelas palavras já avistávamos o medo da cirurgia, o medo da mudança, o medo da reação da familia e amigos, a conhecida dificuldade de se conseguir tratamento principalmente nessa região do Brasil.

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A História de Conceição

Conceição nunca tinha visto o mar, mas como tantas outras coisas que parecerem corriqueiras e habituais, resolveu não se incomodar com isso. Tinha 11 anos, afinal, e já era quase uma mocinha, não fosse pelo sorriso estrépido que a entregava e o brilho nos olhos ao ver um bichinho de pelúcia.

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História de Gerusa

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altGerusa, uma menina de 11 anos da cidade de Itapajé, que fica a 3 horas de distância de Fortaleza, cativou a equipe mesmo antes de iniciar a triagem.Ela conversava com todos e nos ajudava com o fluxo de pessoas, organizando quem estava vindo e indo pelos corredores. Quando ela chegou à estação de anestesia, a maioria dos membros do time falava espanhol e Gerusa decidiu que ela podia também!

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Depoimento da psicóloga voluntária Lenita Balekian

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Participante do programa Internacional de Guadalajara-México em Maio de 2010.

Lenita e uma paciente que quase desistiu da triagem
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Lenita e uma paciente antes de entrar no centro cirúrgico
“O Trabalho foi muito gratificante, fiquei impressionada com a capacitação e empenho das "voluntárias " que participam da missão e apesar das diferenças culturais e de idioma, me senti muito confortável para trabalhar junto a equipe. Aprendi muito com os voluntários locais e dos diversos países que lá estiveram. A carta que esta entre as fotos foi me entregue por uma mãe , que na triagem ia embora porque estava muito estressada com tudo e, assim como sua filha. Quando eu a vi indo embora, fui conversar com ela, e esta mãe acabou ficando até o fim da triagem e foi selecionada para fazer a cirurgia de reparo do palato, a paciente está nas fotos abaixo. Agradeço muito a vocês pela oportunidade de ter participado desta missão!”

Lenita Balekian

Histórias de pacientes - Fred Junqueira

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Desenho deixado por uma paciente na sala da psicologia, no dia de sua cirurgia.

Desenho deixado por uma paciente na sala da psicologia, no dia de sua cirurgia.



Dona Maria das Dores Antonio acordou na manhã do ultimo dia 13 de agosto disposta a tentar sua sorte. Sua filha de 5 meses, Ana Clara, havia nascido com uma fissura labial, o lábio leporino, e Dona Maria das Dores tentava, desde o nascimento, conseguir que sua querida filha recebesse a cirurgia reparadora. Até então ela não havia tido sucesso. Mas na noite anterior, voltando com ela para sua casa, à bordo de um ônibus que cruzava a ponte Rio-Niterói, Dona Maria começou a ser indagada por outros passageiros sobre sua filha e porque ela não a havia levado ao tal “mutirão que está acontecendo no Hospital do Fundão”, ao que ela respondia que havia perdido a oportunidade, pois as inscrições tinham sido só na semana anterior. Ao chegar em casa, o mesmo discurso, dessa vez feito por suas ‘comadres’: “leve ela lá, que mal tem?”, perguntaram.

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